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6 de outubro de 2011

Tecnologia emprega resíduos madeireiros na construção de casas populares


Maquete de uma edícula com paredes de rolo-resto.
(Divulgação)


O uso de rolo-resto (miolo de toras de madeira) para a construção de casas de madeira está sendo apontado como uma alternativa econômica, social e ambientalmente viável para o Amazonas.

Com um custo total de aproximadamente R$ 6,2 mil para a construção de uma casa de 43,56 m², com sala, dois quartos, cozinha e banheiro, as vantagens envolvem redução dos custos de manejo, geração de novos empregos e minimização de riscos e impactos ambientais. Os resultados fazem parte da dissertação de mestrado “Utilização de rolo-resto gerado pela indústria de chapas compensadas na construção de habitações populares”. O trabalho foi desenvolvido pelo engenheiro florestal André Vilhena de Oliveira, sob a coordenação do pesquisador Mauro Thury de Vieira Sá, ambos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).
Conforme levantamento feito junto a três indústrias de compensados, no Amazonas são descartados, como resíduos, 2.384 m³/mês de rolo-resto, que poderiam ser utilizados para a produção de paredes e divisórias de baixo custo.
“O déficit habitacional e as técnicas de construção precárias são graves problemas enfrentados pela população carente. As dificuldades econômicas e as poucas opções de materiais e de técnicas de construção induzem a população à edificação de moradias com pouco conforto e baixo nível de segurança. Esse modelo de moradia proporciona conforto e mantém a identidade regional”, destacou Oliveira.
Quanto ao valor da casa, Oliveira salientou que não está incluído qualquer tipo de tratamento contra fungos e insetos para aumentar a durabilidade e a qualidade dos roletes. Mas, a pesquisa oferece uma alternativa para melhorar as condições habitacionais da periferia das cidades e da área rural.
Foco ambiental
Durante a pesquisa, constatou-se que do total de resíduos gerados pelas indístrias de compensados, 85% é aproveitado para gerar vapor e energia e 15% do material é vendido para terceiros. Isto é, os resíduos são utilizados para produção de energia em caldeiras, para a confecção de embalagens para uso da própria fábrica e também para a produção de paletes.
Ainda segundo dados apresentados pelo autor da pesquisa os estudos apontam que uma casa em madeira custa menos que uma construída em concreto, além de ser mais rápido o tempo de montagem. “É preciso ressaltar que o tempo será menor, desde que haja disponibilidade de matéria-prima e que o fornecimento desta não oscile em prol da ação de monopólios, como acontece nas obras tradicionais de alvenaria”, ressaltou.
Outra vantagem é que os custos dos roletes são menores que os da madeira tradicionalmente utilizada nas construções.
Rolo-resto
As toras são transformadas em chapas de compensado após o processo de torneamento na confecção das lâminas, desse processo surge o rolo-resto, que é a parte central ou miolo da tora, que é descartado pela indústria madeireira. Também denominados roletes, são usados para produzir energia por meio da queima nos fornos das caldeiras das próprias indústrias de compensados.
Espécies utilizadas nas fábricas de compensados:
Sumaúma (C. pentandra), muiratinga (M. sclerophylla), copaíba (C. duckei), assacu (H. crepitans), virola (V. surinamensis), breu (Protium sp.), amapá (Brosimum parinariodes), jacareúba (C. brasiliense), paricarana (Pithecellobium corymbosum) e andiroba (Carapa guianensis).
Foto 1 - Confecção do encaixe da ponta do rolete em serra circular. (Divulgação)
Foto 2 - Planta Baixa do Protótipo da Casa de Roletes em Escala 1/50. (Divulgação)
Luis Mansueto - Agência Fapeam

28 de março de 2010

Nathaly Rabelo no FÓRUM INTERNACIONAL DE SUSTENTABILIDADE

O evento reuniu grandes nomes, como James Cameron - Diretor de Avatar e Al Gore - Ex vice-presidente dos EUA e Prêmio Nobel na Paz.

O Fórum Internacional de Sustentabilidade foi realizado no Hotel Tropical, pelo LIDE - Grupo de Líderes empresariais e Seminars, nos dias 26 e 27 de março.

Com o objetivo de difundir práticas e mecanismos bem-sucedidos de desenvolvimento sustentável na Amazônia, assim como demonstrar o valor econômico e ambiental da floresta em pé e suas implicações para a região e o mundo, o evento contou com a presença de aproximadamente 300 dos principais empresários, executivos e lideranças políticas do Brasil.

No primeiro dia, 26/03, teve abertura pelo pesquisador e ambientalista THOMAS LOVEJOY, seguido pela exposição do ex vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz, AL GORE, e de debate com os participantes do encontro. A principais discussões foram: A importância da Amazônia no contexto das mudanças climáticas globais, estratégias de conservação na Amazônia e consequências do desmatamento para o país - Debate apresentado por Ana Paula Padrão, que contou com a intervenção de Mark London - Escritor e Jornalista, Nádia d'Avila - Sec. da SDS, Adalberto Luis - Diretor do INPA e Roberto Cavalcanti - Presidente da Conservation International Brasil. Após almoço, patrocinado pela empresa de comunicação A Crítica, Al Gore apresentou a palestra: A importância da Conservação da Amazônia para deter o aquecimento global e as mudanças climáticas.  Em seguida, Ana Paula Padrão coordenou o Debate com o Tema: A responsabilidade das empresas na criação de uma economia sustentável na Amazônia, que teve entre os interventores, Ivan Zurita - Presidente da Nestlé, Brasil, Claudio Rosa Jr. - Presidente da Kasinski, Afonso Hennel - presidente da Semp Toshiba, Yutaka Kume - Pres. do Grupo Yamaha Motor, Brasil, Rubens Prata - Diretor Geral do Jornal O Estão de S. Paulo, Alexandre Raposo - Presidente da Rede Record, entre outros grandes profissionais, que podem ser conferidos aqui.

Já no sábado, 27 de março, o Seminário teve exposição do governador do Amazonas, EDUARDO BRAGA, que apresentou a palestra: Conservação e Sustentabilidade: a experiência prática do Amazonas, Antony B. Anderson - Especialista do Programa de Conservação do WWF-Brasil e do cineasta JAMES CAMERON que discutiu sobre Como e por que sensibilizar a sociedade para a importância e urgência da conservação da Amazônia, dentro de sua experiência pessoal como cineasta. Após brilhante exposiçao, Cameron recebeu de Representantes dos Povos indígenas do Amazonas: um pajé espiritual, representando a fé, uma criança, representando o futuro e uma mulher, representando a força feminina, todos da tribo Saterê, uma homenagem: a bandeira do Amazonas, reconhecendo seu trabalho em prol a preservação do meio ambiente e preocupação com as futuras gerações.  Em seguida, Ana Paula Padrão apresentou o debate: A Participação da sociedade civil na conservação da Amazônia, que teve entre os participantes Jecinaldo Saterê - Secretário da Primeira Secretaria de Estado dos Povos Indígenas do País, a SEIND, instituita por Eduardo Braga, no Amazonas. Participaram também Roberto Klabin - Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica e do LIDE sustentabilidade, Paulo Dario - Diretor da Campanha Amazônia, do Greenpeace e Lúcio Flores Terena - Representate da COIAB - Coordenação das Organizações indígenas da Amazônia Brasileira.
Após as palestras e debates, houve a apresentação da Carta do Amazonas: Apresentação do Manifesto pelo Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, a qual foi assinada por todos os participantes do Fórum.

Eu Assinei! Nathaly Rabelo - Projeto Faces da Amazônia

Em seguida, o evento ofereceu um Welcome Cocktail no Teatro Amazonas, que teve como destaque a participação na Hora do Planeta - Ação mundial do WWF para chamar atenção para o aquecimento global, onde a iluminação do Teatro foi desligada com contagem regressiva, durante 1 minuto na área interna e 1 hora na área externa. Houve a apresentação da Orquesta Amazonas Filarmônica e Corpo de Dança do Amazonas, além da apresentação dos bois Garantido e Caprichoso, que garantiu a diversão dos presentes.

  

Nas fotos: Mark London, Anthony B. Anderson e João Doria Jr.



Essa matéria tb foi publicada AQUI.

17 de março de 2010

SDS realiza curso de Capacitação de Monitores da Biodiversidade na RDS do Uatumã

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC), promove desde ontem (16) até 22 de março, o Curso de Capacitação de Monitores da Biodiversidade do Programa de Monitoramento da Biodiversidade e do Uso de Recursos Naturais em Unidades de Conservação Estaduais (ProBUC). O evento será realizado na comunidade Maracaranã, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, localizada nos municípios de São Sebastião do Uatumã e Itapiranga. A atividade é uma das estratégias do Governo do Amazonas em trabalhar a melhor forma de uso dos recursos naturais e compreensão das principais ameaças acerca da biodiversidade, adotando estratégias de manejo e conservação da natureza.

O evento conta com o apoio da Fundação Moore, Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e Corredores Ecológicos.

A realização do curso tem o objetivo de capacitar cerca de 40 comunitários da RDS do Uatumã para atuarem como monitores da biodiversidade do ProBUC, e agentes multiplicadores ambiental. Além de representantes das comunidades da RDS do Uatumã, participam ainda do curso, comunitários da Área de Proteção Ambiental (APA), Margem Direita do Setor Puduari-Solimões, e do Parque Estadual (PAREST) Rio Negro Setor Norte.

De acordo com Henrique Santiago, coordenador do Departamento de Pesquisa e Monitoramento Ambiental (DPMA/CEUC), responsável pelo programa, a realização do curso é o ponto de partida para a implementação do Programa nas comunidades da Unidade de Conservação. “O curso é um dos momentos mais estratégicos do ProBUC, por propiciar uma forte aproximação da equipe com os moradores e futuros monitores, construindo a partir daí uma relação de confiança e participação, indispensáveis para o Programa”, afirma Henrique.

Dois monitores da biodiversidade que já atuam pelo ProBUC da RDS de Uacari há três anos e monitores de tabuleiros do Centro de Preservação e Pesquisa de Quelônios Aquáticos também participarão do evento, promovendo troca de experiências com os novos candidatos a monitores. Segundo Sinomar Ferreira, técnico do ProBUC, essa atividade é importante para o desenvolvimento dos multiplicadores. “Os monitores da biodiversidade terão a oportunidade de se integrarem como instrutores ao comporem a equipe técnica do Programa”, acrescenta o técnico.

O curso é dividido em duas etapas, na primeira, é realizado um nivelamento, com a prática de aulas acerca de geografia e floresta amazônica; conceitos de manejo, conservação, recursos naturais e ecologia; noções de cartografia básica; estruturação e entendimento de planilhas de dados. Essas informações são necessárias para o bom entendimento do programa aos participantes.

Na segunda etapa, é realizado um treinamento específico, incluindo aulas técnicas a respeito dos componentes de monitoramento, e construídos os protocolos contextualizados para a realidade da UC. Além da prática de treinamentos de coleta de dados do monitoramento, uso de recursos naturais, objetos de monitoramento e conservação do programa.

“O programa ProBUC executa as atividades de monitoramento em parceria com os próprios moradores da UC, permitindo assim a continuidade de nosso trabalho de gestão participativa junto as comunidades”, declara Domingos Macedo, coordenador do CEUC.

Programa de Monitoramento da Biodiversidade e do Uso de Recursos Naturais em Unidades de Conservação Estaduais do Amazonas – ProBUC

O Programa de Monitoramento da Biodiversidade e do Uso de Recursos Naturais em Unidades de Conservação Estaduais do Amazonas (ProBUC), coordenado pelo CEUC/SDS é um sistema pioneiro de monitoramento de UC na Amazônia. Tem como princípios, ser contínuo, focado nas ameaças às UC e participativo, contando com moradores e usuários das unidades de conservação na sua formulação, execução e avaliação periódica.

Nívia Rodrigues / Daniela Feitosa
Núcleo de Comunicação do Sistema SDS

1 de março de 2010

Governo do Amazonas assina convênio com prefeituras municipais da área de influência do Gasoduto Coari-Manaus

O Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) assina, nesta terça-feira, dia 2, convênios com as prefeituras dos municípios pertencentes à área de influência do Gasoduto Coari – Manaus. Os convênios fazem parte da 2º etapa de execução do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Gasoduto Coari – Manaus, no valor R$ R$ 3.692.500,00. A solenidade de assinatura será realizada na sede do Governo do Estado, localizada na Av. Brasil, às 10h. Além das autoridades locais, estarão presentes, prefeitos e secretários dos municípios da área de influência da obra: Anamã, Anori, Codajás, Iranduba e Manacapuru.


O valor de R$1.043.000,00 milhões será distribuído da seguinte maneira entre as prefeituras municipais:

O município de Anamã será beneficiado com o recurso de R$ 100 mil, destinados à construção de um galpão de separação e reciclagem de lixo, além da conclusão da usina de incineração de resíduos sólidos; Anori receberá a quantia de R$ 205 mil, destinados à construção de uma escola com seis salas; Codajás receberá R$ 228 mil para a construção de uma escola com seis salas e recuperação de duas casas de farinha comunitárias; Iranduba receberá R$ 135 mil para construção de três centros sociais comunitários e conclusão do sistema de abastecimento de água da comunidade Montenegro; Manacapuru receberá R$ 375 mil destinados à construção de três centros sociais comunitários, dois flutuantes comunitários, para entreposto de produtos, e a conclusão da unidade demonstrativa de beneficiamento de pescado.

A SDS aplicará R$ 633.258,40 mil na conclusão de obras de infraestrutura comunitária em andamento, implantação de 10,4 quilômetros de rede de energia em seis comunidades rurais do município de Coari, além de logística e gestão do programa

O município de Manacapuru também receberá a quantia de R$ 1.346.150,00 milhões repassados em duas parcelas, oriundos das compensações ambientais da obra do gasoduto para a implementação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Piranha (RDS Piranha) e da Área de Proteção Ambiental do Miriti (APA do Miriti), ambas criadas pelo Decreto Municipal 009/97. Dentre as ações a serem executadas nestas unidades de conservação estão: implantação das infraestruturas, planos de gestão; conselho gestor; regularização fundiária; plano de geração de renda; e plano de monitoramento ambiental. A primeira parcela será no valor de R$ 1.046.050,00 a ser repassado no corrente mês, a segunda parcela no valor de R$ 300,100 mil a ser repassado em outubro de 2010.

Participam também da parceria, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que receberá R$ 300 mil para a implantação de unidades demonstrativas de criação de aves (galinha caipira); o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM), que receberá R$ 1.666.241,60 milhões destinados a implantação de projetos de geração de renda como 30 casas de farinha, 20 unidade demonstrativa de cultivo de hortaliças protegida, cinco unidade demonstrativa de criação de peixe em tanque e 20 unidade de meliponicultura nas comunidades da área de influência do gasoduto, em contrapartida, prestará assistência técnica e extensão rural; a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (SEIND) receberá R$ 50 mil para recuperação do Centro Cultural da comunidade Sahu Apé, no Iranduba.

Todas as demandas dos municípios presentes no convênio foram indicadas pela população a partir do Planejamento Participativo realizado nas comunidades.

Para Nádia Ferreira, titular da SDS, os convênios com as prefeituras representam uma nova etapa de compromisso com a valorização ambiental prezada na primeira etapa do Programa. “Esse recurso adicional priorizará as ações de geração de renda das comunidades e conclusão de atividades previamente planejadas com os comunitários. A parceria com as prefeituras é muito bem vinda”, destaca Nádia.


Nívia Rodrigues
Assessoria de Comunicação da SDS

29 de outubro de 2009

Unidades de Conservação são definidas para desenvolvimento do turismo


A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC) em parceria com Amazonastur e órgãos ambientais realizaram uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) nessa terça-feira, dia 26, dando continuidade a elaboração do plano de ação para atividades de turismo em Unidades de Conservação (UC) do Estado do Amazonas.


Na ocasião, foram identificadas as UC prioritárias para o desenvolvimento de turismo e visitação no Estado, por meio de levantamentos realizados pelo GT. Foram analisados os atrativos turísticos, vantagens e desafios de cada área, demandas comunitárias e o fluxo turístico da Unidade. Além de avaliação das UC que contém o Plano de Gestão ou o Plano de Uso Público. Esses planos possibilitam a definição de limites de uso das áreas protegidas, como também definem diretrizes, normas de uso e instrumentos técnicos de gerenciamento das UC.

Segundo Claudia Steiner, assessora técnica do CEUC, o GT irá elaborar um documento norteador, com os princípios básicos para a realização de atividades turísticas nas localidades definidas. Com o objetivo principal de promover o turismo comunitário. “O Plano irá definir critérios e técnicas apropriadas de uso e que sejam compatíveis com o contexto ambiental e social da UC, priorizando um modelo de turismo condizente com o tipo de desenvolvimento, baseado nos princípios da sustentabilidade do local”, diz Claudia.

Nesse primeiro momento, o Grupo de Trabalho definiu como UC estaduais prioritárias: a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã, Parque Estadual (PAREST) Rio Negro Setor Norte, Parque Estadual (PAREST) Rio Negro Setor Sul, Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, Área de Proteção Ambiental (APA) da Margem Direita do Rio Negro – Setor Paduari/Solimões, Área de Proteção Ambiental (APA) da Margem Esquerda do Rio Negro – Setor Tarumã-Açu/ Tarumã-Mirim, Área de Proteção Ambiental (APA) da Margem Esquerda do Rio Negro – Setor Aturiá/ Apuazinho, Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro Juma, Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Anamã e Área de Proteção Ambiental (APA) Caverna do Maroaga.

Além do CEUC e Amazonastur, fizeram parte da reunião, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE) e a Fundação Vitória Amazônica (FVA).

Carlysson Sena / Nívia Rodrigues / Daniela Feitosa
núcleo de Comunicação do Sistema SDS

8 de outubro de 2009

Mudança Climática será debate da Cúpula e proposta do Brasil à COP 15

por CNM

As deliberações da I Cúpula Amazônica de Governos Locais serão levadas à Conferência Climática das Nações Unidas em Copenhague (COP 15). Incluir a floresta amazônica nos debates de mudanças climáticas é uma dos objetivos do evento e, este tema deve ser uma das propostas do Brasil – um dos países signatários do Protocolo de Quioto – na COP 15 que ocorrerá em dezembro. Com abertura será nesta quarta-feira, 7 de outubro, em Manaus (AM), a Cúpula terá participação de representantes de todo o País.

O tema e a definição de uma posição brasileira à COP 15 também foram debatidas no Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, em conjunto com o Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei). O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Prefeitura de Manaus, Marcelo Dutra, participará da reunião. E de acordo com ele, o convite é um reconhecimento da Representatividade que a Cúpula Amazônica tem como fórum dos Municípios.

O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, segundo o secretário, deve mobilizar as entidades voltadas à sustentabilidade das cidades. Já a Cúpula Amazônica é promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em parceria com a prefeitura de Manaus e a Associação Amazonense dos Municípios (AAM) e reunirá diversos representantes dos governos federal, estadual e municipal, além de técnicos ambientais, especialistas e estudantes.

Com informações da Secretaria de Meio Ambiente de Manaus.

Cúpula Amazônica debate economia sustentável


A I Cúpula Amazônica de Governos Locais teve início nesta quarta-feira, 7 de outubro, e vai discutir, entre outros assuntos, a preservação e o desenvolvimento sustentável da Floresta. Um dos tópicos debatidos serão as divergências do desenvolvimento econômico conectado à necessidade de preservação ambiental. O encontro ocorre até o dia 10.
O painel Instrumentos econômicos para a proteção da Amazônia: a experiência do Pólo Industrial de Manaus (PIM) será apresentada nesta quinta-feira, 8, pelo pós-doutor em Economia Ambiental, Alexandre Rivas. Segundo ele, a Cúpula é uma grande oportunidade para colocar as pautas locais na agenda internacional.

Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), promotora do evento em parceria com a Prefeitura de Manaus e a Associação Amazonense de Municípios (AAM), os diversos painéis e palestras apresentados vão auxiliar os participantes para abranger melhor os mecanismos do evento.

A diminuição do desmatamento na Amazônia, defendida por Rivas para que a Floresta não perca riqueza natural ou valor econômico, deve-se ao PIM. “Mas os benefícios vão para todo o Brasil e resto do mundo”, alerta.

Carta de Manaus

As propostas que incluem a Amazônia nas negociações de mudanças climáticas globais vão originar a Carta de Manaus – que poderá ser apresentada em Copenhague, durante a 15º Conferência Climática das Nações Unidas em Copenhague (COP 15), na Dinamarca.

Fonte: CNM

6 de outubro de 2009

Cúpula Amazônica de Governos Locais inicia amanhã (07/10/2009)

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Associação Amazonense de Municípios (AAM) e a Prefeitura da Cidade de Manaus têm o prazer de convidar a participar da Cúpula Amazônica de Governos Locais, que será realizada no período de 7 a 10 de outubro de 2009, em Manaus, Amazonas, Brasil.


 http://www.cupula.cnm.org.br/

O evento estimulará debates em painéis temáticos, grandes plenárias e reuniões setoriais sobre gestão ambiental, tendo como tema central a Inclusão da Amazônia nas Negociações de Mudanças Climáticas. As soluções ambientais locais serão abordadas, portanto, em discussões transversais sobre licenciamento ambiental, regularização fundiária, saneamento básico, habitação e mobilidade urbana.

A Amazônia possui os maiores índices de preservação florestal do mundo. Os seus mais de 7 milhões de km² de florestas e mananciais prestam Serviços Ambientais fundamentais para o equilíbrio climático do Planeta. No entanto, os milhões de habitantes amazônicos convivem com grandes índices de pobreza e exclusão.

A Cúpula Amazônica quer juntar nossas forças, nossas potencialidades e nossos serviços ambientais para construir uma proposta concreta, que não apenas valorize o patrimônio natural do bioma, mas que possa ser inserida nos mercados internacionais de carbono, dando aos habitantes da floresta caminhos reais de conservação e desenvolvimento.


LOCAL: Localizado às margens de um dos mais importantes corredores viários de Manaus - Av. Rodrigo Otávio - o Studio 5 Centro de Convenções está situado em área estratégica ao lado de mais de 400 empresas do Distrito industrial e a poucos minutos da região central da cidade. Além de estar próximo de hotéis de bandeiras internacionais e ter um bom acesso através de grandes avenidas, até o Aeroporto Internacional de Manaus.

Mais Informações: http://www.cupula.cnm.org.br/

2 de julho de 2008

O Projeto


INTRODUÇÃO
“A amazônia tem dono: são os índios, os pescadores, os ribeirinhos, e somos nós também, brasileiros, e temos consciência de que devemos desmatar menos, queimar menos, mas devemos também garantir o desenvolvimento dessa região (...)” Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente do Brasil, declaração em resposta a uma reportagem publicada no The New York Times sobre o quanto a Amazônia valeria em termos financeiros (em média 5 bi).

De acordo com nosso Presidente, todo brasileiro é dono da Amazônia. Mas cada brasileiro cuida dela como tal?
Temos visto, ao passar dos anos, a agressão constante a nossas florestas: incêndios, desmatamentos, contrabando de animais silvestres, entre outros tristes acontecimentos. Considerando o sentimento inerente de cuidado e proteção com o que está ao nosso redor – família, amigos, finanças, etc. - até que ponto temos sido realmente donos da Amazônia, levando em conta que devemos cuidar e preservar o que é nosso?
A cada vez que o fogo toca às folhas das árvores, que queima o solo, que expulsa animais de seu habitat natural, devemos lamentar, certo? Errado! Antes de lamentar devemos nos olhar e refletir se estamos fazendo nossa parte. Não se fala apenas de não jogar lixo na rua – o que é de grande importância, vale ressaltar – mas de uma atitude mais intensa e constante, de preservarmos e fazermos preservar.
Como promover um projeto que atenda aos requisitos de empresas e órgão de investimentos, de forma que traga retorno financeiro e reconhecimento pela contribuição sócio-ambiental? Como promover um projeto que esteja dentro dos parâmetros das ONGs (Organizações não Governamentais) de preservação? Como promover um projeto que atenda aos dois lados e que atraia – verdadeiramente – o olhar, o desejo de consumo e a consciência ecológica dos consumidores?


PARA INVESTIR
Um projeto que desenvolva produtos ambientalmente corretos, socialmente justos e economicamente viáveis, e que agreguem ao investidor a qualidade de “Amigo do meio ambiente” – atributo bastante valorizado nos dias atuais;
Um espetáculo que envolva design, cultura e artes, que emocione e marque com inovação e brilhantismo;
A reunião dos novos talentos locais em um trabalho jamais visto na Região, atraindo os olhos do país e do mundo;
A divulgação maciça do projeto bem como de todos que dele participarem.
PRESERVAÇÃO DA NATUREZA
Um projeto que envolva uma comunicação eficiente sobre a importância da preservação ambiental.


PARA CONSUMIR
Produtos que tenham qualidade, exclusividade, beleza e sofisticação, produzidos no contexto da responsabilidade sócio-ambiental, e que esta sirva de inspiração e fonte de comunicação.

SOBRE O PROJETO
Trata-se de uma coleção de alta moda que segue características da Alta Costura e possui a biodiversidade Amazônica como fonte de inspiração, e esta será aplicada através da Biônica. Trata-se também do espetáculo que apresentará esta coleção, que reunirá artes, design e cultura de forma inovadora.

VISÃO DO PROJETO
Tornar-se uma referência de consciência ambiental, inovação e vitrine dos novos talentos de música, dança, artes plásticas e design do Estado do Amazonas. Tem-se como objetivo a evolução constante do mesmo, visando futuramente um alcance nacional e internacional, com participações em eventos de moda, de artes e cultura.

SOBRE A MODA
Embora aparente caráter efêmero, muitas vezes interpretado como “fútil”, o setor de moda é um dos maiores geradores de emprego e renda no mundo. No Brasil, segundo a ABIT (2000), é o que mais gera emprego para o sexo feminino, estando distribuído nos mais diversos campos, desde sua criação até sua venda.
Com relação à potência econômica, a moda caminha lado a lado com a informática e a gastronomia em termo de influência no consumo, e a cada ano vem aumentando mais e mais a economia dos países que investem no setor.
A moda gera empregos, porque é uma indústria, e, como tal, obriga à renovação, ao consumo, e, portanto, à circulação de dinheiro. Quando um consumidor compra um terno, por exemplo, está movimentando a economia e atingindo um grande número de pessoas, desde o estilista até a faxineira da loja em que comprou a roupa.
“O negócio da moda tangencia as áreas de criatividade, produção, administração e marketing. Para emocionar e fascinar pessoas, vale-se de conhecimentos oriundos da psicologia e da sociologia. O estudo, portanto, é uma atividade multidisciplinar envolvente e desafiadora” (COBRA, 2007).

SOBRE A INSPIRAÇÃO
Serão utilizadas como inspirações três tangentes principais: Flora, fauna e arte indígena, para a composição do projeto. A aplicação das formas abstraídas no produto final se dará na maior amplitude possível – serão explorados desde cores e texturas até movimentos e morfologia. Durante o desfile, momento principal deste projeto, serão explorados os conceitos da sinestesia (vide Anexos), a criatividade e a inovação, para que o processo de comunicação se dê de forma mais abrangente e completa possível.

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